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	<title>Frei Marcelo Veronez</title>
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	<description>"Uma palavra, um ensinamento e uma doutrina sobre a nossa fé..."</description>
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		<title>Semana de Filosofia e Teologia do ISB</title>
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		<pubDate>Thu, 12 May 2011 13:54:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frei Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.freimarcelo.com.br/wp-content/uploads/2011/05/semana_teo_2011m.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-861" title="semana_teo_2011m" src="http://www.freimarcelo.com.br/wp-content/uploads/2011/05/semana_teo_2011m.gif" alt="" width="448" height="314" /></a></p>
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		<title>Curso: Espiritualidade Bíblica</title>
		<link>http://www.freimarcelo.com.br/archives/844</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 14:50:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frei Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Instituto São Boaventura (ISB) dos franciscanos na Asa Norte, está com as inscrições abertas para o curso de extensão “Espiritualidade bíblica”, com o professor Paulo Ueti, membro do CEBI e mestre em Teologia Bíblica. Esse curso visa possibilitar uma introdução geral da espiritualidade bíblica e suas características na história da salvação; conhecer o conteúdo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Instituto São Boaventura (ISB) dos franciscanos na Asa Norte, está com as inscrições abertas para o curso de extensão “Espiritualidade bíblica”, com o professor Paulo Ueti, membro do CEBI e mestre em Teologia Bíblica.<br />
Esse curso visa possibilitar uma introdução geral da espiritualidade bíblica e suas características na história da salvação; conhecer o conteúdo inerente a Jesus e sua espiritualidade.<br />
As inscrições estarão abertas até o dia 29 de abril e o curso começará no próximo sábado, 30 de abril às 15h30. Aproveite e faça a sua matrícula! A cantina funcionará normalmente nos sábados!<br />
Maiores informações pelo site: www.institutosaoboaventura.com.br ou pelos telefones: (61) 3349 0230 ou 3349 3531.<br />
 </p>
<p><a href="http://www.freimarcelo.com.br/wp-content/uploads/2011/04/banner_espiritualidade_bibl.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-845" title="banner_espiritualidade_bibl" src="http://www.freimarcelo.com.br/wp-content/uploads/2011/04/banner_espiritualidade_bibl.gif" alt="" width="479" height="220" /></a></p>
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		<title>Noite de Canções no ISB</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 15:25:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frei Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Convido aos amigos e amigos a estarem conosco na Noite de Canções do ISB. O que é essa noite de Canções? Canção/Lied A Canção &#8211; peça vocal para uma só voz e em geral acompanhada por um instrumento musical; tem sua construção baseada em um poema. O Lied “canção essencialmente alemã”, remonta à tradição popular [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="float: left; margin-left: 3px; margin-right: 3px;" src="http://www.institutosaoboaventura.com.br/sistema/imagens/cancoes_noite.gif" alt="" width="131" height="200" />Convido aos amigos e amigos a estarem conosco na Noite de Canções do ISB.</p>
<p>O que é essa noite de Canções?</p>
<p>Canção/<em>Lied</em></p>
<p>A Canção &#8211; peça vocal para uma só voz e em geral acompanhada por um instrumento musical; tem sua construção baseada em um poema.</p>
<p>O<em> Lied </em>“canção essencialmente alemã”, remonta à tradição popular medieval (Volkslied, &#8211; canção popular), mas só elaborada e organizada artisticamente no decorrer do século XVII (Kunstlied – a arte da canção).</p>
<p>Somente no final do século XVIII o<em> Lied</em> se tornaria um dos gêneros favoritos dos músicos alemães e europeus. O jovem compositor austríaco Franz Schubert (1797-1828), com apenas 17 anos, levou o Lied à sua essência máxima ao utilizar a melodia exclusivamente em função do texto poético.</p>
<p>Nos países de língua latina a Canção também se desenvolveu, sempre com melodia composta em função do texto. Por causa do som de cada idioma e das culturas diferenciadas dos países, a Canção nas diversas nações tem sonoridade e ritmos distintos. A Canção traduz a voz e emoção de seu povo.</p>
<p>Neste programa serão apresentados <em>“Lieder”</em> de Schubert e Canções de compositores argentinos, brasileiros e italianos, finalizando com duas Canções de operetas húngaras, cantadas em alemão.</p>
<p>ENTRADA FRANCA</p>
<p>DIA: 27 DE ABRIL</p>
<p>LOCAL: AUDITÓRIO DO ISB</p>
<p>HORÁRIO: 20H</p>
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		<title>Noite de autógrafos marca lançamento do livro &#8220;Português contemporâneo&#8221; no ISB</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 15:05:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frei Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na noite do dia 06 de abril o ISB recebeu com alegria a Professora Tânia Dutra Henriques que lançou sua segunda edição do livro &#8220;Português contemporâneo&#8221; Editora LGE. Foi marcadamente uma noite de autógrafos. Amigos, alunos e professores do ISB estiveram presentes. O Reitor do ISB Frei Marcelo, em sua saudação agradeceu a oportunidade de ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" style="margin-left: 3px; margin-right: 3px;" src="http://ffb.org.br/sistema/conteudo/Image/convite_portugus_contemporneo_105_x_15_cm.jpg" alt="" width="314" height="220" />Na noite do dia 06 de abril o ISB recebeu com alegria a Professora Tânia Dutra Henriques que lançou sua segunda edição do livro &#8220;Português contemporâneo&#8221; Editora LGE. Foi marcadamente uma noite de autógrafos. Amigos, alunos e professores do ISB estiveram presentes. O Reitor do ISB Frei Marcelo, em sua saudação agradeceu a oportunidade de ter entre o corpo docente do ISB tão insigne professora.<br />
Veja as fotos no <a href="http://www.flickr.com/photos/37764180@N06/sets/72157626448002698/show/" target="_blank">Flickr</a>.</p>
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		<title>Um pouco da homilia de hoje: &#8220;o cego de nascença&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Apr 2011 20:51:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frei Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já vimos, na semana passada, que o Evangelho segundo João procura apresentar Jesus como o Messias, Filho de Deus, enviado pelo Pai para criar um Homem Novo. Também vimos que, no chamado “Livro dos Sinais” (cf. Jo 4,1-11,56), o autor apresenta – recorrendo aos “sinais” da água (cf. Jo 4,1-5,47), do pão (cf. Jo 6,1-7,53), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img style="float: left; margin-left: 3px; margin-right: 3px;" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/vidacrista/liturgia/evangelho/2011/abril/imagens/030411.jpg" alt="" width="198" height="201" />Já vimos, na semana passada, que o Evangelho segundo João procura apresentar Jesus como o Messias, Filho de Deus, enviado pelo Pai para criar um Homem Novo. Também vimos que, no chamado “Livro dos Sinais” (cf. Jo 4,1-11,56), o autor apresenta – recorrendo aos “sinais” da água (cf. Jo 4,1-5,47), do pão (cf. Jo 6,1-7,53), da luz (cf. Jo 8,12-9,41), do pastor (cf. Jo 10,1-42) e da vida (cf. Jo 11,1-56) – um conjunto de catequeses sobre a acção criadora do Messias.<br />
O nosso texto é, exactamente, a terceira catequese (a da luz) do “Livro dos Sinais”: através do “sinal” da “luz”, o autor vai descrever a acção criadora e vivificadora de Jesus. A catequese sobre a “luz” é colocada no contexto da “Festa de Sukkot” (a festa das colheitas); um dos ritos mais populares dessa festa era, exactamente, a iluminação dos quatro grandes candelabros do átrio das mulheres, no Templo de Jerusalém.<br />
No centro do quadro aparece-nos (além de Jesus) um cego. Os “cegos” faziam parte do grupo dos excluídos da sociedade palestina de então. As deficiências físicas eram consideradas – pela teologia oficial – como resultado do pecado (os rabbis da época chegavam a discutir de onde vinha o pecado de alguém que nascia com uma deficiência: se o defeito era o resultado de um pecado dos pais, ou se era o resultado de um pecado cometido pela criança no ventre da mãe).<br />
Segundo a concepção da época, Deus castigava de acordo com a gravidade da culpa. A cegueira era considerada o resultado de um pecado especialmente grave: uma doença que impedisse o homem de estudar a Lei era considerada uma maldição de Deus por excelência. Pela sua condição de impureza notória, os cegos eram impedidos de servir de testemunhas no tribunal e de participar nas cerimónias religiosas no Templo.</p>
<p style="text-align: justify;">MENSAGEM</p>
<p style="text-align: justify;">O nosso texto não é uma reportagem jornalística sobre a cura de um cego; mas é uma catequese, na qual se apresenta Jesus como a “luz” que veio iluminar o caminho dos homens. O “cego” da nossa história é um símbolo de todos os homens e mulheres que vivem na escuridão, privados da “luz”, prisioneiros dessas cadeias que os impedem de chegar à plenitude da vida. A reflexão apresenta-se em vários quadros.<br />
No primeiro quadro (vers. 2-5), Jesus apresenta-se como “a luz do mundo”. Jesus e os discípulos estão diante de um cego de nascença. De acordo com a teologia da época, o sofrimento era sempre resultado do pecado; por isso, os discípulos estavam preocupados em saber se foi o cego que pecou ou se foram os seus pais. Jesus desmonta esta perspectiva e nega qualquer relação entre pecado e sofrimento. No entanto, a ocasião é propícia para ir mais além; e Jesus aproveita-a para mostrar que a missão que o Pai lhe confiou é ser “a luz do mundo” e encher de “luz” a vida dos que vivem nas trevas.<br />
No segundo quadro (vers. 6-7), Jesus passa das palavras aos actos e prepara-se para dar a “luz” ao cego. Começa por cuspir no chão, fazer lodo com a saliva e ungir com esse lodo os olhos do cego. O gesto de fazer lodo reproduz, evidentemente, o gesto criador de Deus de Gn 2,7 (quando Deus amassou o barro e modelou o homem). A saliva transmitia, pensava-se, a própria força ou energia vital (equivale ao sopro de Deus, que deu vida a Adão – cf. Gn 2,7). Assim, Jesus juntou ao barro a sua própria energia vital, repetindo o gesto criador de Deus. A missão de Jesus é criar um Homem Novo, animado pelo Espírito de Jesus.<br />
No entanto, a cura não é imediata: requer-se a cooperação do enfermo. “Vai lavar-te na piscina de Siloé” – diz-lhe Jesus. A disponibilidade do cego em obedecer à ordem de Jesus é um elemento essencial na cura e sublinha a sua adesão à proposta que Jesus lhe faz. A referência ao banho na piscina do “enviado” (o autor deste texto tem o cuidado de explicar que Siloé significa “enviado”) é, evidentemente, uma alusão à água de Jesus (o enviado do Pai), essa água que torna os homens novos, livres das trevas/escravidão. A comunidade joânica pretenderá, certamente, fazer aqui uma catequese sobre o baptismo: quem quiser sair das trevas para viver na luz, como Homem Novo, tem de aceitar a água do baptismo – isto é, tem de optar por Jesus e acolher a proposta de vida que Ele oferece.<br />
Depois, o autor do texto coloca em cena várias personagens; essas personagens vão assumir representar vários papéis e assumir atitudes diversas diante da cura do cego.<br />
Os primeiros a ocupar a cena são os vizinhos e conhecidos do cego (vers. 8-12). A imagem do cego, dependente e inválido, transformado em homem livre e independente, leva os seus concidadãos a interrogar-se. Percebem que de Jesus vem o dom da vida em plenitude; talvez anseiem pelo encontro com Jesus, mas não se atrevem a dar o passo definitivo (ir ao encontro de Jesus) para ter acesso à “luz”. Representam aqueles que percebem a novidade da proposta que Jesus traz, que sabem que essa proposta é libertadora, mas que vivem na inércia, no comodismo e não estão dispostos a sair do seu “cantinho”, do seu mundo limitado, para ir ao encontro da “luz”.<br />
Um outro grupo que aparece em cena é o dos fariseus (vers. 13-17). Eles sabem perfeitamente que Jesus oferece a “luz”; mas recusam-na liminarmente. Para eles, interessa continuar com o esquema das “trevas”. Representam aqueles que têm conhecimento da novidade de Jesus, mas não estão dispostos a acolhê-la. Sentem-se mais confortáveis nos seus esquemas de escravidão e auto-suficiência e não estão dispostos a renunciar às “trevas”. Mais: opõem-se decididamente à “luz” que Jesus oferece e não aceitam que alguém queira sair da escravidão para a liberdade. Quando constatam que o homem curado por Jesus não está disposto a voltar atrás e a regressar aos esquemas de escravidão, expulsam-no da sinagoga: entre as “trevas” (que os dirigentes querem manter) e a “luz” (que Jesus oferece), não pode haver compromisso.<br />
Depois, aparecem em cena os pais do cego (vers. 18-23). Eles limitam-se a constatar o acontecimento (o filho nasceu cego e agora vê), mas evitam comprometer-se. Na sua atitude, transparece o medo de quem é escravo e não tem coragem de passar das “trevas” para a “luz”. O texto explica, inclusive, que eles “tinham medo de ser expulsos da sinagoga”. A “sinagoga” designava o local do encontro da comunidade israelita; mas designava, também, a própria comunidade do Povo de Deus. Ser expulso da “sinagoga” significava a excomunhão, o risco de ser declarado herege e apóstata, de perder os pontos de referência comunitários, o cair na solidão, no ridículo, no descrédito e na marginalidade. Preferem a segurança da ordem estabelecida – embora injusta e opressora – do que os riscos da vida livre. Representam todos aqueles que, por medo, preferem continuar na escravidão, não provocar os dirigentes ou a opinião pública, do que correr o risco de aceitar a proposta transformadora de Jesus.<br />
Finalmente, reparemos no “percurso” que o homem curado por Jesus faz. Antes de se encontrar com Jesus, é um homem prisioneiro das “trevas”, dependente e limitado. Depois, encontra-se com Jesus e recebe a “luz” (do encontro com Jesus resulta sempre uma proposta de vida nova para o homem). O relato descreve – com simplicidade, mas também de uma forma muito bela – a progressiva transformação que o homem vai sofrendo. Nos momentos imediatos à cura, ele não tem ainda grandes certezas (quando lhe perguntam por Jesus, responde: “não sei”; e quando lhe perguntam quem é Jesus, ele responde: “é um profeta”); mas a “luz” que agora brilha na sua vida vai-o amadurecendo progressivamente. Confrontado com os dirigentes e intimado a renegar a “luz” e a liberdade recebidas, ele torna-se, em dado momento, o homem das certezas, das convicções; argumenta com agilidade e inteligência, joga com a ironia, recusa-se a regressar à escravidão: mostra o homem adulto, maduro, livre, sem medo… É isso que a “luz” que Jesus oferece produz no homem. Finalmente, o texto descreve o estádio final dessa caminhada progressiva: a adesão plena a Jesus (vers. 35-38). Encontrando o ex-cego, Jesus convida-o a aderir ao “Filho do Homem” (“acreditas no Filho do Homem?” &#8211; vers. 35); a resposta do ex-cego é a adesão total: “creio, Senhor” (vers. 38). O título “Senhor” (“kyrios”) era o título com que a comunidade cristã primitiva designava Jesus, o Senhor glorioso. Diz, ainda, o texto, que o ex-cego se prostrou e adorou Jesus: adorar significa reconhecer Jesus como o projecto de Homem Novo que Deus apresenta aos homens, aderir a Ele e segui-l’O.<br />
Neste percurso está simbolicamente representado o “caminho” do catecúmeno. O primeiro passo é o encontro com Jesus; depois, o catecúmeno manifesta a sua adesão à “luz” e vai amadurecendo a sua descoberta… Torna-se, progressivamente, um homem livre, sem medo, confiante; e esse “caminho” desemboca na adesão total a Jesus, no reconhecimento de que Ele é o Senhor que conduz a história e que tem uma proposta de vida para o homem… Depois disto, ao cristão nada mais interessa do que seguir Jesus.<br />
A missão de Jesus é aqui apresentada como criação de um Homem Novo. Deus criou o homem para ser livre e feliz; mas o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência, dominaram o coração do homem, prenderam-no num esquema de “cegueira” e frustraram o projecto de Deus. A missão de Jesus consistirá em destruir essa “cegueira”, libertar o homem e fazê-lo viver na “luz”. Trata-se de uma nova criação… Assim, da acção de Jesus irá nascer um Homem Novo, liberto do egoísmo e do pecado, vivendo na liberdade, a caminho da vida em plenitude.</p>
<p style="text-align: justify;">fonte: ecclesia.pt</p>
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		<title>Uma tarde de sábado acompanhado de Café, Palestra e debate. Venha!</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Mar 2011 13:14:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frei Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Queridos amigos e amigas, Aproveito para convidá-los(as) a estarem comigo no próximo sábado, 19/03 às 16h  no Café Teológico aqui no Instituto São Boaventura. Será um encontro que reúne acadêmicos e pessoas interessadas com os temas teológicos que vem ocupando espaço no debate entre os teólogos contemporâneos. São momentos para uma conversa agradável acompanhada pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img src="http://www.institutosaoboaventura.com.br/imgs/topo/cafeteologico_2011.gif" alt="" width="514" height="85" /></h2>
<p style="text-align: justify;">Queridos amigos e amigas,</p>
<p style="text-align: justify;">Aproveito para convidá-los(as) a estarem comigo no próximo <strong>sábado, 19/03 às 16h  no Café Teológico </strong>aqui no Instituto São Boaventura. Será um encontro que reúne acadêmicos e pessoas interessadas com os temas teológicos que vem ocupando espaço no debate entre os teólogos contemporâneos. São momentos para uma conversa agradável acompanhada pelo aroma de um café e por um cálido chocolate. É a ocasião para fazer teologia vivenciando o calor humano.</p>
<p style="text-align: justify;">Por esta ocasião convidamos a Drª. <strong>Zilda Fernandes Ribeiro</strong> pioneira na reinvenção da teologia no Centro Oeste. É graduada em teologia e com mestrado em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Urbaniana de Roma. Também, é graduada e mestre em filosofia pela Pontifícia Universidade Angelicum de Roma. Em 1996 concluiu o seu doutorado em Teologia Moral, com o título &#8220;A mulher e seu corpo: Magistério eclesiástico e renovação da ética&#8221;, pela Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção. Foi por muitos anos professora da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e tem dedicado suas pesquisas sobre &#8220;Teologia e Mulher&#8221;. Maiores informações:  <a href="http://lattes.cnpq.br/8867269408873101">http://lattes.cnpq.br/8867269408873101</a>    </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial black,avant garde;"><strong>Informações gerais:</strong> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data:</strong> 19 de março de 2011</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Hora:</strong> 16h</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Entrada:</strong> 25,00</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Local:</strong> Refeitório Instituto São Boaventura</p>
<p style="text-align: justify;">As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pessoalmente na Secretaria do Instituto São Boaventura ou pelos telefones: (61) 3349 3531 / 3349 0230.</p>
<p style="text-align: justify;">Para maiores informações ou sugestões comuniquem com o Prof. Ari Bernardes, tanto pelos telefones do ISB como pelo e-mail <a href="mailto:aristinete@institutosaoboaventura.copm.br">aristinete@institutosaoboaventura.copm.br</a></p>
<p style="text-align: justify;">Aproveitem! Vagas limitadas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Informações sobre o Retiro Quaresmal Franciscano de 2011</title>
		<link>http://www.freimarcelo.com.br/archives/800</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Mar 2011 17:23:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frei Marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[Queridos amigos(as), Abaixo algumas informações detalhadas sobre o retiro. Título: Retiro Quaresmal Franciscano 2011 &#8211; Tema: “Os encontros de Jesus” O que é o retiro quaresmal franciscano? Tema: &#8220;Os encontros de Jesus&#8221; O retiro franciscano quaresmal é um forte momento de espiritualidade, onde refletimos os &#8220;mistérios da fé&#8221; desde o nosso contexto contemporâneo. Para esta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="float: left; margin-left: 4px; margin-right: 4px;" src="http://www.franciscano.org.br/v3/imgsite/retiro_quaresmal_franciscano_2011_curvas.gif" alt="" width="252" height="357" />Queridos amigos(as),</p>
<p>Abaixo algumas informações detalhadas sobre o retiro.</p>
<p><strong>Título:</strong> Retiro Quaresmal Franciscano 2011 &#8211; Tema: “Os encontros de Jesus”</p>
<p><strong><span style="font-family: arial black,avant garde;">O que é o retiro quaresmal franciscano?</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-family: arial black,avant garde;">Tema:</span></strong> &#8220;Os encontros de Jesus&#8221;</p>
<p>O <em>retiro franciscano quaresmal</em> é um forte momento de espiritualidade, onde refletimos os &#8220;mistérios da fé&#8221; desde o nosso contexto contemporâneo. Para esta ocasião faremos uma viagem pelos &#8220;encontros de Jesus&#8221;, que nos levará a vivenciar a experiência de um verdadeiro encontro.</p>
<p><strong><span style="font-family: arial black,avant garde;">Descrição:</span></strong></p>
<p>O <em>retiro franciscano quaresmal</em> é um forte momento de espiritualidade, onde refletimos os &#8220;mistérios da fé&#8221; desde o nosso contexto contemporâneo. Para esta ocasião faremos uma viagem pelos &#8220;encontros de Jesus&#8221;, que nos levará a vivenciar a experiência de um verdadeiro encontro.</p>
<p><strong><span style="font-family: arial black,avant garde;">O pregador:</span></strong></p>
<p>Frei Marcelo Veronez é franciscano conventual, atualmente desempenha a função de Reitor e professor do Instituto São Boaventura (ISB). É graduado em Filosofia e Teologia com o Mestrado em Teologia Espiritual Franciscana pela Universidade <em>Antonianum</em> de Roma.  </p>
<p><strong><span style="font-family: arial black,avant garde;">Público-Alvo:</span></strong></p>
<p>O retiro está dirigido a todo público cristão, de uma maneira especial àqueles que desejam vivenciar &#8220;o encontro com Cristo&#8221;, por meio da espiritualidade franciscana. </p>
<p><strong><span style="font-family: arial black,avant garde;">Informações gerais:</span></strong></p>
<ul>
<li>O retiro se realizará nos dias 15, 16 e 17 de abril na Casa de retiro do Santuário São Francisco de Assis.</li>
<li>Para este evento oferecemos cinqüenta e cinco (55) vagas.</li>
<li>Para um maior aproveitamento do retiro é necessário que todos os participantes pernoitem na casa de retiro.</li>
<li>O retiro tem um valor de 250,00 por pessoa, incluída a alimentação, hospedagem, conferências e toda a liturgia necessária.</li>
<li>As inscrições estão abertas e serão realizadas com o Prof. Aristinete Bernardes pelos telefones: (61) 3349 0230 / 3340 3531</li>
<li>Ou pelo e-mail: <a href="mailto:aristinete@institutosaoboaventura.com.br">aristinete@institutosaoboaventura.com.br</a></li>
<li>Ou no módulo de Inscrição <a href="http://www.freimarcelo.com.br/retiro-quaresmal">AQUI</a></li>
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		<title>Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2011 22:55:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frei Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meus queridos amigos(as), oferto a todos, após minha própria reflexão o texto da Mensagem do Papa Bento XVI para esta Quaresma de 2011. Reflita e pense os caminhos que podemos percorrer juntos neste tempo privilegiado de oração e tomada de consciência. Eis o texto: Amados irmãos e irmãs! A Quaresma, que nos conduz à celebração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Meus queridos amigos(as), oferto a todos, após minha própria reflexão o texto da Mensagem do Papa Bento XVI para esta Quaresma de 2011. Reflita e pense os caminhos que podemos percorrer juntos neste tempo privilegiado de oração e tomada de consciência.</p>
<p style="text-align: justify;">Eis o texto:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Amados irmãos e irmãs! </em></p>
<p style="text-align: justify;">A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. <em>Prefácio I </em>de Quaresma).</p>
<p style="text-align: justify;">1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Baptismo, quando, «tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo» iniciou para nós «a aventura jubilosa e exaltante do discípulo» (<em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2010/documents/hf_ben-xvi_hom_20100110_battesimo_po.html">Homilia na Festa do Baptismo do Senhor</a></em>, 10 de Janeiro de 2010). São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O facto que na maioria dos casos o Baptismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo» (<em>Fl</em> 2, 5), é comunicada gratuitamente ao homem.</p>
<p style="text-align: justify;">O Apóstolo dos gentios, na <em>Carta aos Filipenses</em>, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa «conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos» (<em>Fl</em> 3, 1011). O Baptismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do baptizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">Um vínculo particular liga o Baptismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos baptismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. <em><a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19631204_sacrosanctum-concilium_po.html">Sacrosanctum Concilium</a></em>, 109). De facto, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Baptismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf.<em> Rm</em> 8, 11). Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Baptismo como um acto decisivo para toda a sua existência.</p>
<p style="text-align: justify;">2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é baptizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição do homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. <em>Ordo Initiationis Christianae Adultorum</em>, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (<em>Ef</em> 6, 12), no qual o diabo é activo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.</p>
<p style="text-align: justify;">O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (<em>Mt </em>17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça deDeus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5). É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. <em>Hb</em> 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">O pedido de Jesus à Samaritana: «Dá-Me de beber» (<em>Jo</em> 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da «água a jorrar para a vida eterna» (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos «verdadeiros adoradores» capazes de rezar ao Pai «em espírito e verdade» (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, «enquanto não repousar em Deus», segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.</p>
<p style="text-align: justify;">O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: «Tu crês no Filho do Homem?». «Creio, Senhor» (<em>Jo</em> 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como «filho da luz».</p>
<p style="text-align: justify;">Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: «Eu sou a ressurreição e a vida&#8230; Crês tu isto?» (<em>Jo</em> 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: «Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27). A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança.</p>
<p style="text-align: justify;">O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas baptismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos «da água e do Espírito Santo», e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à acção da Graça para sermos seus discípulos.</p>
<p style="text-align: justify;">3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Baptismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a «terra», que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf <em>1 Jo</em> 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a «palavra da Cruz» manifesta o poder salvífico de Deus (cf. <em>1 Cor</em> 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. <em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/encyclicals/documents/hf_ben-xvi_enc_20051225_deus-caritas-est_po.html">Deus caritas est</a></em>, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O <em>Jejum</em>, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. <em>Mc</em> 12, 31).</p>
<p style="text-align: justify;">No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da <em>esmola</em>, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida. Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projectos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos&#8230;». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma&#8230;» (<em>Lc</em> 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.</p>
<p style="text-align: justify;">Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de <em>oração</em>, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciámos no dia do Baptismo. A oração permitenos também adquirir uma nova concepção do tempo: de facto, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que «as suas palavras não passarão» (cf. <em>Mc</em> 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele «que ninguém nos poderá tirar» (cf. <em>Jo</em> 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.</p>
<p style="text-align: justify;">Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (<em>Fl</em> 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela acção do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas acções. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Vaticano, 4 de Novembro de 2010</em> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>BENEDICTUS PP. XVI</strong></p>
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